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agora

por Yohanan, em 11.06.13

agora que é de noite e ninguém me vê com tamanha escuridão, e ao dormir, ninguém me ouve; tenras cabeças descansam ou coitadas, são atormentadas por malvados espíritos; a monotonia do dia acabou e só voltará amanhã com o nascer do sol, agora, pequeno ruído torna-se estrondo. ao abrir a janela reparo que as estrelas do céu olham por mim, e assim te confesso - a estrada que está perante mim espera-me, o caminho puxa-me, novos rumos levam-me daqui. hei-de encontrar minha terra, porque sei onde nasci, mas hei-de descobrir onde pertenço. sei de quando sou mas hei-de descobrir meu real tempo e saber meu nome, porque o nome que meus pais me deram não é meu. hei-de descobrir onde pertenço, hei-de descobrir quem sou. agora que é de noite, e amanhã julgarás que o que digo foi meramente um sonho confesso-te que me vou daqui, e é provável que não me voltes a ver, mas não chores. não chores, e não te arrependas das escolhas que fizeste e fazes que tal fará demasiadas rugas; sim, meu coração, tudo isto, é escolha tua, e a isso,te agradeço. agradecer e despedir. e apesar de te confessar, o que me alivia é que não entenderás o que te digo, não que sejas burrito, mas o que te digo, é demasiado complexo para à priori compreenderes, porque já não estás aqui. adeus que já é tarde demais. tarde demais, que é de noite. havemos de ser felizes, cada um na sua estrada, cada um pelo seu rumo.

 

 


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publicado às 01:03


2 comentários

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De haru a 01.07.2013 às 14:19

Tenho muito medo da noite.
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De haru a 01.07.2013 às 22:45

Oh, deve ser, sim. Mas não gosto muito das lembranças que trás. Com o escuro e o silêncio, elas assombram mais rapidamente.

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